quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sugestões ao CAOP-PJPMA-MP-PR

Ainda sobre a pedreira: a ação foi ajuizada pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná. Já que tal órgão com nome de comitê soviético demonstra tanta preocupação com o bem estar da população curitibana, a ponto de interditar o local, exponho algumas dúvidas e sugestões. Quem tiver mais pode encaminhá-las para o e-mail mamp@mp.pr.gov.br.

1 - Shopping center em área de manancial pode? O que faz certo shopping então ao lado do Parque Barigui? O CAOP-PJPMA-MP-PR demonstrou alguma preocupação, em algum ponto de sua existência? Quem entrou com uma ação foi uma ong. Construir um caixote de concreto em área de manancial, fodendo de vez com o trânsito da região, pode?

2 - O CAOP-PJPMA-MP-PR já pensou nos proprietários da região central de Curitiba cujos imóveis não têm ligação com a rede de esgoto? Não? Por quê? Respirar esgoto é bom? Não tem mesmo outro jeito? A Sanepar e a prefeitura não entram na dança?

3 - O Rio Iguaçu é o segundo mais poluído do Brasil. Quem disse isso foi o IBGE em 2008. O CAOP-PJMA-MP-PR se preocupa com isso, ou só pensa em shows na pedreira?

4 - Promover um cortejo de 20 carros de corrida no centro da cidade, com os bólidos acelerando, estourando tímpanos e jogando fumaça, só porque o então prefeito não passava de um cabeça-de-purungo. Pode?

5 - Jogo de futebol, com briga, invasão de campo e ônibus depredados. Pode?

6 - Os rios da cidade estão podres. O CAOP-PJPMA-MP-PR alguma vez notificou a prefeitura, ou pensa apenas em sacolinhas plásticas?

7 - Construir condomínio de luxo em área de preservação ambiental. Pode?

8 - Morar às margens do Rio Barigui, em áreas de manancial na Cidade Industrial de Curitiba: pode? Jogar lixo no rio pode? Quais as providências?

9 - Antenas de celular: qual o risco? Alguém já fez uma pesquisa séria? A promotoria está preocupada com isso?

10 - Como se desfazer de um remédio em Curitiba? Podemos saber qual a destinação correta e onde levar, por favor? Posso ter certeza, para poder dormir ao menos uma vez tranquilamente, de que a promotoria está minimamente preocupada isso?

Mande suas dúvidas e sugestões para o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná! Se o nome do negócio já é uma burocracia sem fim, imagine as respostas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Novas Diretrizes para o Sono do seu bebê"

Assim mesmo, com D e S maiúsculos. Não me pergunte por que não leio e-mails. Lá vou abrir uma mensagem idiota como essa? Desde quando o sono tem "diretrizes"? É alguma espécie de complicação para vender uma solução? Pois que tomem no cu.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Prática diária de leitura abstrata

A grande serventia da rede é ensinar a não ler. Dada a inutilidade do chamado conteúdo, restaria a forma, que é podre, porca, relaxada. Portais, megaportais e plataformas interplanetárias deviam ter vergonha e contratar pessoas que saibam ao menos juntar letras. Mas não tem sido essa a política dos bocas-de-burro; querem correr para dar a mesma lenga burocrática de sempre, o mesmo prato sem sal, as mesmas caras. Basta ler os nomes de certas personalidades para um inenarrável sono se apossar de meu ser; e acontecimentos então; e os temas. Nada porém como os blogueiros, principalmente alguns de província. Entretem-se com frases sem estilo, esfaqueiam pontos, usam vírgula entre sujeito e predicado; sempre a puxar sacos, intercalam frases e falas de desocupados com opinião para tudo, opiniões sobre tudo que nada valem. Sites, portais, blogs, plataformas interplanetárias e tuiteiros de merda: as pessoas leem isso. Depois que o ser humano aprende a ler, nada é não-lido, qualquer amontoado de letras é automaticamente decifrado. Tenho certeza de que o resultado disso é um depósito de cocô no cérebro, um arquivo de informações desprezíveis, um gigantesco cansaço sem propósito, um acervo de vontades satisfeitas ou frustradas, um aterro sanitário de inutilidades a consumir minha sagrada energia, que deveria estar sendo dedicada a qualquer outra coisa neste exato momento. Hoje, só tenho a agradecer aos imbecis, bem como à imbecilidade em seu âmago de mediocridade gestada: graças a eles, descobri que posso apenas passar os olhos pelas letras, sem nenhuma reação, sem que signifiquem nada. Nada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Que falem os tamanduás

Da página oficial do Enem: "O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais." Eu vi bem a reformulação que eles fizeram. Não quero saber de Enem, Sisu e Sifu - poucas vezes na vida vi assuntos tão enfadonhos, tão sonolentos. Só duas perguntas: 1) Se não conseguem nem formular uma prova sem erros, quem são eles pra avaliar alguém? 2) Isso tudo é pra dar risada? Se for, peço aos burocratas do governo federal que procurem melhorar o nível das piadas, pois atesto que o saco encheu. E chega de governo popular, neoliberalismo privatista, sabotagem e demais baboseiras, a campanha já passou. O governo brasileiro, todos sabem, é dos tamanduás. E assim continuaria, e assim continuará.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E nunca mais o Jornal Nacional

Deixo emprego e diploma, vendo bens. Faço qualquer coisa pra lavar pratos em Bruxelas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Sul não é o meu país

Se fosse, eu faria as trouxas e cruzaria a fronteira. Seria a ditadura de uma classe média inútil e seus adjacentes, a falar alto e defecar conceitos desprezíveis. Novos-ricos, biltres em roupas ridículas. Safardanas em ternos amassados, comprados em lojas de província. Playboys vadios e embriagados que matam no trânsito sem pagar por seus crimes. Desocupados que leem a Veja. Velhotas vigaristas que bebem veneno. Patifes que votariam em qualquer vagabundo que prometesse instalar grades em suas ruas. Porcos safados, indecentes que dividem o oxigênio com todo tipo de filho-da-puta em seus antros de maledicência e infantilidade. Detentores de pretensa indignação urdida em praças de alimentação de centros comerciais ordinários. Bobos alegres, lambedores de botas. Defensores da ditadura militar, modo de governo bananeiro originado em uma quartelada vagabunda de republiqueta terceiro-mundista. Cafajestes, cães pestiados que odeiam tudo que é diferente. Sexistas, racistas, xenófobos, dissimulados. Moralistas de fundo de quintal. Caras-de-pau. Bêbedos, hereges, apóstatas, fornicários, papistas de ocasião. Proxenetas, frequentadores de casas de tolerância. Tratantes, salafrários. Canalhas, réprobos, especuladores. Entusiastas dos ganhos alheios. Orelhas de burro. Puxa-sacos, traidores, repetidores de frases feitas. Covardes que fogem e culpam os demais por suas patifarias. Nojentos que agridem a língua portuguesa ao abrir a boca. Paspalhos iletrados, caipiras que viajam pra Miami. Desclassificados. Escumalha. Ralé. Corja de analfabetos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nova preocupação

Se o próximo governador não fechar a Biblioteca Pública do Paraná para construir um estacionamento, uma área destinada à exposição dos bólidos de seus chegados ou, o que seria mais provável em nosso caso, um autorama com licitação fajuta, com aprovação de 70% dos cérebros que habitam o lugarejo, eis que dar-me-ei por satisfeito.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Estou morrendo de medinho de tantos e inaceitáveis "ataques à liberdade de imprensa"

Nem tenho dormido à noite, tal meu receio desde que certos democratas se reuniram em algum clube militar por aí para defender o que chamam, em suas particulares interpretações dos acontecimentos, de "liberdade de imprensa". Sem dúvida um lugar apropriado: como bem sabemos, os militares brasileiros têm um longo histórico em defesa da liberdade de expressão. Ninguém mais indicado para sediar um evento que deve ter reunido a nata da abobrinha bananeira. Principalmente neste momento, em que o presidente "ataca a liberdade de imprensa". Alguma dúvida? Nenhuma. Gostaria de saber: algum jornal foi empastelado durante o atual governo? Algum jornalista foi preso? Os anunciantes foram pressionados pelo governo e deixaram as páginas das publicações que fazem oposição? O governo, de alguma forma, impediu que denúncias sobre seus casos escabrosos fossem publicadas? Então quer dizer que esse xilique, essa farsa, só existem porque a nata bananeira está perdendo as eleições e porque o presidente fala besteiras em comícios? O presidente falar besteiras é alguma novidade?

Para a nata bananeira, "liberdade de imprensa" é derramar recursos públicos na conta bancária de chantagistas, carrapatos, proxenetas e editoras em estado falimentar. É o poder público destinar milhões para publishers (desculpem) rastaqueras de terceiro mundo, especuladores baratos e analfabetos em troca de meia dúzia de edições de revistinhas vagabundas. O resto é "atentado contra a liberdade de imprensa", como bem se vê. É diante de "atentados" como esse que palhaços e cocotas saem às ruas, lambendo sorvetes e tomando água mineral, em movimentos "cansei", ao lado de integralistas, skinheads e outros filhos-da-puta desse arremedo de país.

O que a nata bananeira quer é ser comprada, quer suas publicações lambendo o saco do governante. Quando a nata julga que o governante não merece ter o saco lambido, começa a choradeira pela "liberdade de imprensa". Na província do Paraná, certo governador pagava todos os jornais e seus secretários pediam a cabeça de jornalistas. Isso, para os idiotas, não é "ataque à liberdade de imprensa". No governo seguinte a grana para os jornais foi cortada, então voltaram os "ataques à liberdade de imprensa". Sacou? O que é pior: pagar os jornais e censurá-los ou cortar os recursos e deixar os jornais livres para massacrar o governo? Não pergunte para os idiotas. Eles darão voltas e voltas para cair no velho lugar comum que pauta seus incipientes cérebros de guaxinim.

P.S.: Censurar pesquisas não é um "ataque à liberdade de imprensa"?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A pergunta

Por que eu não nasci na Holanda?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Não é só a Câmara Municipal de Curitiba que fede: todo o centro da cidade tem cheiro de merda

Os coitadinhos dos vereadores tiveram que "suspender uma sessão" nesta semana porque a tubulação de um dos banheiros da Câmara Municipal de Curitiba arrebentou. Viram um bom pretexto para acabar com a sessão - o que, no fim das contas, não faz a menor diferença. Pena que os pobres diabos dos demais curitibanos não têm essa opção: hoje, no centro da cidade, o cheiro de merda continuava o mesmo. De tão acostumado, o curitibano nem sente mais o cheiro de merda; de tão hipnotizado por idiotices e inutilidades, o curitibano acha normal respirar esgoto nas ruas, nos parques e nos terminais de ônibus. Quem reclama é chato, entendeu? É assim que o curitibano se relaciona com os problemas do lugarejo: quem reclama de alguma coisa é chato. Deve ser por isso que elegem e reelegem um bando de inúteis e ainda aprovam as administrações (sic). Torço para que toda a tubulação da Câmara Municipal arrebente e para que todas as sessões sejam suspensas; torço para que a merda invada de vez tal casa de leis, pois só assim será possível neutralizar a merda produzida em tantos cérebros-intestino. A única dificuldade será identificar alguma coisa em meio a esse mar de bosta esparramada.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Do parentismo larvar ao mundo das galés

Na CBN, Mazza diz que a política brasileira é dominada "por um parentismo larvar". E a seguir, sobre o maldito mundo do trabalho, a geração de emprego e renda e todas essas idiotices: "Falam que vivemos na democracia, na liberdade, mas tem coisas da época das galés". Tinham que dar a manhã inteira pra esse cara falar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cachorro morto na Caximba? Agora que eu entendi

Ouçam essa entrevista que foi ao ar na BandNews de Curitiba. Explica parte disso aqui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Departamento de Aporrinhações ainda funciona


Todos os cruzamentos da rua Coronel Dulcídio são assim: você está parado no vermelho e o próximo sinal está aberto. Quando chegar lá, estará fechado. E o próximo estará aberto. Quando chegar, ele estará fechado, e o próximo aberto. E assim por diante. É a onda vermelha de Curitiba. Alguns gênios dirão que o importante é sincronizar os sinais das avenidas que cortam a Coronel Dulcídio (na foto, a Getulio Vargas). Mas os sinais das avenidas também não têm sincronia. Falta sincronia na cidade inteira. Culpam o aumento da frota pela balbúrdia no trânsito, mas falta um pouquinho de bom senso aos gestores. Parece que só o Departamento de Aporrinhações no Trânsito anda funcionando a contento, para testar mais um pouco os limites do saco do eleitor-contribuinte.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lixo hospitalar em aterro, ar poluído e ônibus desgovernado: depois, eu é que sou chato

Três notícias da Gazeta do Povo desta quinta-feira, 2 de setembro:

1 - A maravilhosa prefeitura de Curitiba foi multada em R$ 100 mil por causa do descarte de lixo hospitalar no aterro da Caximba, aquele problema no sul da cidade que certo ex-prefeito não teve competência, coragem e vontade para resolver. A prefeitura, como sempre, deu desculpas esfarrapadas. Essa é a "capital ecológica", segundo idiotas, puxadores de saco profissionais e meia dúzia de cafajestes salafráfios. Leia aqui.

2 - Levantamento do IBGE mostra que em 2008 a região metropolitana de Curitiba teve 41 registros de poeira em excesso no ar, contra doze na região do Rio de Janeiro e quatro em São Paulo. "Na série histórica do dióxido de enxofre, que pode causar chuva ácida, Curitiba chegou a registrar 13 violações em 2005", diz o texto. Deve ser esse o ar puro da "capital ecológica". A cidade está transbordando de carros porque o transporte coletivo é um merda e a prefeitura não faz nada além de "binários" (que estavam previstos no plano gestor da cidade há umas duzentas décadas). E certo ex-prefeito se promoveu com a demagogia sobre certo metrô que não saiu do papel. O metrô não saiu do papel, mas a grana para centenas de estudos e outras enganações saiu do cofre municipal. E como saiu, mas isso ninguém fala. Mais sobre o ar podre de Curitiba aqui.

3 - No ano passado, uma mulher morreu porque a porta de um ônibus abriu sozinha. O que deu a investigação? Nada. Dias depois, uma senhora caiu para fora do ônibus e foi arrastada por causa de um problema semelhante. O que deu a investigação? Nada. Dia desses, um ônibus desgovernado invadiu uma loja no centro da cidade e matou duas pessoas. O que deu a investigação? Nada. Nesta quarta-feira, outro ônibus desgovernado bateu em cinco carros estacionados. Onze pessoas ficaram feridas. Deve ser esse o "transporte modelo". Certo ex-prefeito abriu uma licitação para contratar as empresas de transporte coletivo (só porque o Ministério Público exigiu) com um único objetivo: manter as mesmas empresas. Mais sobre o acidente de quarta-feira aqui.

Essas os blogueiros que ganham da prefeitura não noticiam. Pergunte pra eles por quê. Seria o caso de a população cagar dentro de sacos plásticos e jogar na cara dos "administradores" e dos vereadores, mas isso nunca acontecerá. Pois uma coisa é certa: mesmo que os ônibus matem duzentos por dia, mesmo que o ar fique preto, mesmo que a cidade inteira se transforme em um aterro fedido, o prefeito, seja ele quem for, terá 70% de aprovação. Porque o curitibano não pensa: solta flatulências pelo cérebro.

Curitiba não é uma cidade, é um inferno a céu aberto.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pela liberação imediata de todas as drogas

Este blog é a favor da liberação de todas as drogas. Porque não vivemos na idade média. E porque não somos favoráveis a chafurdar na lama entorpecente do senso comum. Liberar não significa incentivar o uso, mas apenas dar o direito, a quem quiser, de usar o que quiser. O resto é conversa mole de panaca que abandona a discussão após a segunda pergunta. Uma curiosidade: alguém aí já viu alguma pesquisa que indique quantas pessoas morrem em decorrência do uso de drogas e quantas morrem por causa do tráfico de drogas? Tal pesquisa não existe, seria desconfortável para certos setores. A "problemática das drogas", como dizem os idiotas, está ligada ao tráfico, não às drogas. Se proibirmos a venda e o consumo de paçocas, em dez anos estarão matando por causa das paçocas. E os idiotas farão discursos fáceis sobre "a problemática das paçocas". Enfiarão mais e mais dinheiro público no ralo para organizar congressos e seminários, montar "equipes multidisciplinares" e "construir políticas públicas" que não chegam a lugar algum.

Por que as drogas são proibidas? "Se tiver um plebiscito, você verá que a maioria da população é contra a liberação", responderá algum cérebro de paca. Ora, a "população" só quer o que enfiam na cabeça dela. Triste, chavão, lugar comum e verdadeiro. O Joãozinho comprar uns baseadinhos é crime, o médico encher o Joãozinho de antidepressivos não é crime. É disso que a "população" gosta: andar anestesiada por aí, trabalhando para sustentar a indústria farmacêutica. A verdade é que a proibição das substâncias psicoativas, bem como a guerra decorrente dessa proibição absurda, engorda uma matilha de cafajestes. Tem gente que vive disso. Candidatos pregam o "endurecimento contra as drogas", seja lá o que isso signifique. Com esse discurso fútil, delegados fogem do trabalho para viver na mamata dos cargos eletivos, mas fazem vistas grossas quando seus amiguinhos deputados cheiram toneladas de pó na sua frente. Hipócritas.

O discurso está armado justamente para pegar a "população que é contra a liberação", conhecida como massa de manobra em bom português. A população de cérebros da javali que recebe patadas durante quatro anos, mas que segue bovinamente, no dia da eleição, para votar em trastes; a população que trabalha e paga impostos para manter uma polícia que achaca e libera os traficantes "que matam os seus filhos". Tudo faz parte do projeto "das sensaçã das inseguranza": a violência é a melhor arma para manter o populacho em seu lugar. Rende os melhores discursos eleitorais. Perpetua a existência da polícia, que defende apenas o patrimônio e não combate o crime por um motivo óbvio: se o crime não existisse, a polícia não teria necessidade de existir. Em nome da "segurança", todos aceitam ter suas vidas invadidas. Hoje são as câmeras em locais públicos, amanhã será o registro único, o toque de recolher. Com "aprovação" da massa de manobra, aquela que paga impostos, passa a vida em filas, come lixo e vota em trastes. Os inimigos eram os comunistas, hoje são as drogas. E só existe uma coisa pior do que fazer papel de palhaço: fazer papel de palhaço sem se dar conta de que se vive sob a lona de um circo.

Se você não gostou, não fique tristinho. Tome seu antidepressivo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Matusquela Secatronco, o carrega-sacos

Matusquela não foi a Tróia: alegou que não tinha exércitos e que preferia ficar na cidade a analisar a defesa com quatro homens. Em verdade nunca teve exércitos mesmo, sempre foi dado homenagear os alheios. Ainda jovem passou a desfrutar das belas amizades, o que lhe garantiu o livre uso de sua verve empesteada. Falou aqui e ali, sempre saindo pela porta dos fundos; frequentou os debates com suas roupas amassadas, demonstrando nojo pelas roupas amassadas dos outros; citou opositores todas as vezes que pôde, apenas para xingá-los; esbravejou, não colocou as naves no mar e não chegou a lugar algum. Matusquela é o jardinete. O amargurado, o repetente, do nada o expoente. Tem saudades do que era nada, quando seus amigos faziam o intragável feijão com arroz a serviço de alguém. Acha belo o serviço a alguém. O Matusquela quer que tudo se modernize, mas é contra a modernidade; vira o balde, seca os troncos, chuta os cachorros, quer a diferença mas não gosta do que é diferente; não tem espelho em casa, não se enxerga. Fala para bovinos, repercute entre porcos, batuca para galinhas. Distorce o que pode, e o que não pode manda distorcer. Mas carrega sacos como ninguém, admitamos, em sua indescritível tendência para gostar do que não presta. Frequenta velhacos. Baba ambrosia entre os podres. Rasteja falas. Mastiga desprezo. Reunidos, são feios como javalis. Destrincham o que apetece os urubus. Aparecem juntos em certas noites, Hécate à frente.

Este texto integra a série "Ogres do Paraná". O livro será lançado quando eu conseguir puxar suficiente número de sacos por aí.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sãopaulinho só nos piores aspectos

Estaria a capital-cocô sofrendo de alguns dos males paulistanos, pergunta a Gazeta do Povo deste domingo. Se considerarmos que a população daqui é quase dez vezes inferior à população de lá, chegaremos à conclusão de que nossos "administradores" não passam de incompetentes. É que eles se acostumaram a gastar mandatos pensando na próxima eleição. No que tem de pior certamente ficaremos como São Paulo: quatro horas no trânsito, transporte coletivo de arrebentar o saco de qualquer um, alagamentos, etc. Só não teremos o que eles têm de bom. Continuaremos sem opções culturais, sem restaurantes depois das onze da noite, sem orquestras e sem shows internacionais, como estamos há uns dois anos, porque uma meia dúzia qualquer resolveu que assim seria. Quer ir ao cinema? Só enlatados no shopping center. Você ficará uma hora na fila do estacionamento, uma hora na fila para comprar a entrada, uma hora na fila para pagar o estacionamento e uma hora para sair do estacionamento. Ouvindo, é claro, as lorotas dos curitibanos. Foi-se o tempo em que entrávamos tranquilamente no cinema: agora é preciso enfrentar o inferno. Os cinemas que passavam filmes alternativos foram FECHADOS pela Fundação Cultural de Curitiba em uma administração quer certamente se preocupa muito com a cultura. Porque esta é uma cidade de ignorantes, inchada com ignorantes de outras cidades. Nada acontece por aqui. Nada. Portanto, camaradas, preparem-se para o pior. Na Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a capital-mesmice do Brasil, as coisas só tendem a piorar - do trânsito à violência, da poluição à roubalheira, e principalmente na mentalidade da patuléia de babacas que habita esse fim de mundo.

sábado, 14 de agosto de 2010

A pequena história de Tersites, o Pequeno

Quando voltou de Tróia, Tersites estava barbubo. Havia guardado histórias rentáveis entre os despojos de guerra e contratado meia dúzia de borra-botas para armazená-las, acomodá-las na nave, carregá-las através da planície. Ao chegar, Tersites sacou sua espada, chamada mentira: disse que os que ainda não haviam regressado tinham sido devorados por bestas do mar, ou parado em alguma ilha para praticar o que há anos não faziam em casa; disse que Aquiles tinha protegido o calcanhar e que àquelas horas se banhava com algum de seus preferidos; que Tróia era feia, cheia de esgotos fedidos, e que em nada lembrava sua pólis natal. Todos se escandalizaram; perguntaram sobre a barba e o que escondia, mas Tersites garantiu que não havia cicatriz. Instalado em uma travessa qualquer, passou a se untar com as glórias típicas do foliculário: descreveu batalhas que não presenciou, mulheres que não conheceu, inimigos dos quais fugiu. Frequentou palácios, deu tapinhas nas costas, inventou saqueadores do campo que foram expostos na ágora durante os debates da pólis. Trabalhou em assembleias sem frequentá-las, apunhalou pelas costas antes e depois de ser apunhalado. Deu-se ao luxo de cultivar momentos de lirismo abjeto, a observar a gota que cai e não volta. Ele sabe que não tem volta. Acima de tudo imaginou-se o escriba, muito antes de Virgílio um chapa-branca; chamou então mais borra-botas para que escrevessem com veneno, enquanto passava noites a beber vinho, reverenciado como um guru. Tersites é o amigo do tirano, frequenta sua casa e bebe o vinho. Tersites agora é inimigo do tirano, vai da água ao vinho. Seu nome é espreita. Retoca faces aristocráticas. Publica o que deseja, o prosélito das mais desprezíveis intenções. Essa é a nauseabunda história de Tersites, o Pequeno. Aquele cuja única função, na expedição à Ílon dos fortes ventos, foi ocupar espaço no navio.

Este texto integra a série "Ogres do Paraná". O livro será lançado quando eu conseguir puxar suficiente número de sacos por aí.

A capital ecológica do Brasil


Esse é o "trabalho" da prefeitura de Curitiba no aterro da Caximba, que está com a vida útil vencida há uns dez anos. A prefeitura se faz de morta e aumenta cada vez mais o uso do aterro, que polui o rio Iguaçu. A Justiça assina embaixo.


Tem cachorro morto, tem caca pra todos os gostos. Esse é o cuidado da prefeitura de Curitiba com o meio ambiente e a saúde pública, que rende até prêmio internacional. Há algum tempo, moradores da região tentaram bloquear o acesso dos caminhões, mas algum juiz, estranhamente, determinou que se retirassem. A licitação para a contratação da empresa que fará a gestão do lixo foi suspensa pela Justiça. Motivos não faltam. O candidato que lidera as pesquisas para o governo ficou seis anos na prefeitura e não chegou nem perto de resolver o problema. É que ele preferiu usar seu tempo para antecipar a campanha e viajar pelo interior, nas barbas da Justiça Eleitoral.


Essas fotos são para que pessoas de outros estados e cidades vejam como as coisas funcionam em Curitiba. Por aqui não adianta falar nada. A caipirada, que raciocina como um bovino, segue anestesiada. Vota em qualquer estrupício, fica na fila do shopping, xinga no trânsito, enche a pança de porcaria e "se instrui" com a desgraça sertaneja.

Quem não gostou que vá passear na Caximba.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Curitibano, criai vergonha

Então o atual prefeito biônico é o "melhor do Brasil", segundo os bovinos de Curitiba, a capital-lorota da nação. Tem a nota mais alta e a melhor avaliação entre os prefeitos de outras capitais idiotas. E o governador biônico do Paraná é o "terceiro melhor do Brasil". Vereadores e deputados também devem ser. Desistam, essas são as novidades do dia. Legal é que os curitibanos não podem nem sair de casa direito, sob risco de tomar um tiro na cabeça, mas o governador é sempre "bem avaliado", como dizem os tatus. Por aqui, qualquer um tem aprovação recorde. É que panacas se identificam com panacas. Foi assim com o ex-prefeito e atual candidato ao governo, eleito oito vezes consecutivas "o melhor prefeito do Brasil": por que foi eleito? Porque é o prefeito, está tudo ótimo. Tanto faz, o ônibus vai sempre feder. Por aqui, basta "não ser polêmico": é só repetir as asneiras de sempre e dar uma superfaturada retocada por aí. Se valesse a pena, eu perguntaria aos cérebros de ariranha: o que o atual prefeito fez? Quem é ele? Quais os seus projetos? Mas não vale. E até o título desta nota está errado: seria demais pedir vergonha por aqui.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Enem, o Enade e o SiSu. E depois vem o SIFU

Nada mais intragável do que essas barbaridades inventadas pelo governo federal para medir o nada: tais disparates só têm utilidade para quem sofre de insônia. No mais, eu não sei o que um jornal pretende ao tratar de assuntos insuportavelmente chatos, bobagens gestadas por burocratas que passam a vida com a bunda esparramada na cadeira do gabinete. A educação brasileira é uma bandalheira, uma colcha de retalhos nas mãos de políticos vagabundos que só pensam em negociatas e eleições a cada dois anos, um circo no qual os palhaços são os alunos, os pais e os professores; um simulacro formador de turbas que não conseguem interpretar um texto ou indicar com o dedo sua localização no planeta. Um prato cheio para governantes probos isentarem multinacionais cafajestes que se lambuzam na mão de obra barata do terceiro mundo; um prato cheio para os probos se reelegerem, e depois elegerem seus filhos, seus cunhados, seus sobrinhos, seus netos, seus sobrinhos-netos, seus lambedores de botas e demais vermes dessa republiqueta de bananas. Isso é a educação brasileira, o resto é conversa de burocrata, puxa-saco e acadêmico inútil. Ninguém em sã consciência deixaria o sistema educacional nas mãos de prefeitos e governadores que só pensam em aumentar o próprio patrimônio, que se elegem para passar dois anos distribuindo cargos e negociando a próxima eleição. Por mais inverossímil que pareça, tem gente que acredita nisso tudo. Nisso e em muito mais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O time de armandinhos da Espanha

O mundial foi ganho por um time de armandinhos que gira pra lá e pra cá e só cisca de lado. Como é chato ver a Espanha jogar. Seus adversários tomam o gol porque ficam de saco cheio de tanta firula. E aquele juiz vagabundo não marcou um escanteio para a Holanda antes do gol espanhol, até aquele polvo do capeta viu que a bola bateu na barreira. Não deu o escanteio, os franzinos foram lá e abriram o placar - e estava na cara que ia ser assim, armandinhos girando e fazendo um gol no final. A Holanda devia ter esquecido o que um dia foi, devia ter jogado como Áustria: uns cavalos lá na frente, subindo em todas e escorando pra quem vem de trás. Ligação direta neles! Perereco, bola rebatida. Mas o que eu queria mesmo é ver esses armandinhos da Espanha tentando girar na frente do União Bandeirante da década de 70, ao lado do canavial da Vila Maria. Seja como for, qualquer coisa é melhor que o time do Dunga. Falando nisso, os panacas que ainda acreditam e não desistem nunca que se preparem, porque o Parreira vem aí. Isso é Renovarrr!

sábado, 3 de julho de 2010

Como é bom perder a copa do mundo de futebol

É um alívio indescritível. Acabou. O saldo da copa na África é positivo para o Brasil, a grande vitória foi se livrar do Dunga. É sempre assim: é preciso que milhões de idiotas da nação, chorosos e em roupas de palhaço, desçam ao nono círculo do inferno só para perceber o que não queriam perceber enquanto havia tempo. Ter o Dunga como técnico considero um disparate, mas torcer para um projeto como esse já é digno dos infernos. Só no mais profundo dos infernos é que devem torcer para um time assim.

Pra começar, o Dunga devia ter levado como assistente o Mauro Silva, que em 94 era obrigado a aguentar o próprio Dunga arrancando grama ao seu lado. Deixassem o time com o Mauro Silva. Nada de Jorginho, que é chato, mas que cruzava melhor que o tal de Maicon. Time base do Dunga: um goleiro mascarado, dois zagueiros razoáveis e dois fracotes nas laterais; um marcador sem sal, uma cavalgadura fardada, um cumpridor de ordens e um moço correndo pra todos os lados, testando passes e tentando bolas colocadas; um atacante que gira e dança sozinho e um centroavante que se considera o camisa nove dos sonhos. Técnico: mané pastel e boca suja que arrancava tocos.

Com quase isso o Brasil jogou bem no primeiro tempo contra a Holanda, foi a única coisa razoável que fez no mundial. Acho que o Brasil devia jogar sempre de azul. É mais sóbrio e o jogo fica mais honesto, aquele amarelo irritante só atrapalha, parece roupa de manobrista. Quando entra de azul o Brasil ainda tem a possibilidade de amarelar, o que é também possível, porém imperceptível, quando já está fardado de amarelo. De amarelo o Brasil toca a bola de lado, sem nenhuma opção de jogo, até que um adversário erra e a bola entra. De azul o Brasil vai pra cima, como no primeiro tempo. Depois, amarela.

Saldão do Brasil na copa: não fez nada contra a Coreia do Norte, que não poderia disputar a segundona do campeonato goiano; não fez nada contra Costa do Marfim, apenas dois gols rapidamente, um deles irregular; não fez nada contra Portugal; não fez nada contra o Chile, só alguns gols bobos; fez um bom primeiro tempo contra a Holanda, apagou no segundo. Os quatro primeiros jogos não contam, a copa começou e terminou contra a Holanda. É simples, quando o adversário não se borra quem tem grandes chances de se borrar é o Brasil. E a Holanda não se borraria, pois tem um futebol melhor que o nosso. À exceção de Romário, os melhores jogadores holandeses das duas últimas décadas são melhores que qualquer jogador da seleção brasileira desde 1990 - só falta alguém dizer que iria de Denilson ou Rivaldo, ou quem sabe o Ronaldo babando e tropeçando na banheira. A Holanda nunca foi campeã do mundo porque nunca abandonou o bom jogo só pra erguer a taça, como certos arremedos que se iludem com vitórias fúteis, times burocráticos e insossos que enchem e estouram o saco de toda uma nação. A Holanda pelo menos jogava bonito, agora pensa em ganhar e não encontra grandes dificuldades para enrabar a seleção brasileira - que não teve nada além do que pediu e mereceu ao longo de toda a competição, como dizem certos remanescentes cérebros de emu da tasmânia.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ainda que inútil, voto nulo neles

Nesse país, só os aeroportos têm uma utilidade: nos levar pra bem longe daqui. O resto é inútil. Meu salário é inútil, é sugado de várias formas pela camarilha da iniciativa privada ou por um bando de bufões do serviço público, e vai embora pelo ralo da incompetência e da desfaçatez. Os impostos são inúteis: as estradas são pedagiadas, os postos de saúde são pardieiros, a polícia é incapaz, e a educação, pública ou privada, não passa da mais deslavada mentira. Até o voto nulo por aqui é inútil: os "legisladores" jamais permitiriam que uma eleição fosse anulada. Por aqui o voto é uma arma, como dizem os idiotas, do cidadão - palavra que designa os inocentes úteis, os cérebros de doninha que assinam embaixo de tudo que não sabem e não entendem. Analisemos três casos:

1 - Muita gente votou na candidata por birra daquele que é sempre senador. Se estivesse sozinha na disputa, ela não teria tantos votos. Com uma votação relativamente expressiva, achou que estava credenciada para disputar a prefeitura. Não estava. Resultado: vitória fácil do cara que tem a carteira de trabalho imaculada. Quem votou nela em eleição passada abriu caminho para uma derrota na eleição seguinte - e no primeiro turno.

2 - Quem não tem muita coisa pra fazer vota no assim chamado melhor parlamentar. Não têm nem muita idéia do que ele faz, mas votam. Resultado: a cada eleição o partido usa seu nome por aí. Ora sai pro Senado, ora pra prefeito. Votar é dar poder de barganha.

3 - Costumam por aí votar em irmãos, pasmem, para cargos majoritários. Resultado: a cada eleição eles ensaiam belas candidaturas e vivem reunidos pra lá e pra cá. Vão e voltam, já foram e recuam, às vezes vão e perdem. Quem ganha?

Duro mesmo é ouvir por aí os defensores do "voto útil", que repetem coisas como "lutamos tanto pra votar, agora não vou anularrr meu votuuu". Lutaram onde, quando, como, com quem e por quê? Não lutaram porra nenhuma! Se um dia tivessem que lutar por qualquer coisa, os repetidores de lixo ficariam em casa tomando nescau. Iriam para o shopping center enfrentar filas, comer algodão doce e patinar no gelo. Se acabassem hoje com as eleições, os brasileiros sairiam nas ruas com perucas verdes, assoprando cornetas. Seria só uma diversão a menos, uma festa a menos, um assunto que rende papos sonolentos e frases feitas a menos. Uma gincana a menos. Tudo isso aqui não passa de uma grande gincana, um circo onde só ficaram os palhaços.

Com todas as letras:
bando de I-D-I-O-T-A-S.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Tudo sobre a seleção brasileira

Ah, então a seleção brasileira estreou na copa do mundo. Fez o que mesmo? Tocou de lado na intermediária, fez lançamentos* furados e mal ergueu bolas na área. Dois ou três panacas tentam chamar a responsabilidade para si, como dizem os idiotas, e batem cabeça em meio a uma total ausência de esquema. Os adversários, como muitas vezes conseguem ser ainda piores, caem na conversa. De tantos lançamentos* furados, bolas mal erguidas, cruzamentos frustrados e bicudas para o meio da área, uma hora o adversário falha. E a bola entra, para delírio de centilhões de jumentos.

As pessoas não entendem o que é não torcer para a seleção brasileira. Elas acham que é algo deliberado, de gente que é do contra. Eu não consigo torcer pela seleção brasileira desde que o Baggio chutou aquele pênalti para fora. Acabou ali, tá bom assim. Nunca suportei ver as caras do Ronaldo, do Roberto Carlos e do Cafu, e acho incrível essa tríade de estrupícios não ter ido a mais uma copa para bater recordes. Tenho nojo do time do Zagallo que perdeu para a França, mascarados a praticar um futebol de terceira linha. Não suporto ruas pintadas de verde e amarelo, propagandas de banco em que o pequeno brasileiro sonha e acredita, comentaristas preocupados com as sensações da copa.

Este, aliás, é um ponto interessante. O brasileiro quer ser campeão, mas só quer pegar babas pelo caminho. Coréia, Gana, China, é disso que brasileiro gosta. Se pudessem, seriam trinta vezes campeões enfrentando a Concacaf. Chegam a torcer para que adversários tradicionais e mais fortes fiquem fora do mundial, só para facilitar o caminho do Brasil, como dizem os cérebros de bovídeo. Preferem ver bandos sem formação tática e humildade a ver qualquer outra equipe bem armada e talentosa. Qual é a graça?

Pra variar um pouco, a seleção brasileira bem que poderia apresentar um futebol digno um dia. Que perca todos os títulos, mas que apresente algo de novo, não uma grupelho de burocratas que não consegue nem reproduzir em campo o que o Dunga (!) fala. E jamais torcerei para um time do Dunga. O Dunga nunca foi técnico, foi só um puxa-saco - e cagueta, como deixou claro o Mário Sérgio. O Dunga nem nome tem, seu apelido é "Dunga". Dunga não existe no futebol, foi apenas contratado durante um tempo para testar gramados ao redor do mundo. Alguns sobreviveram. E a roupa que ele usou durante o jogo contra a Coréia também não existe. Foi só um pesadelo meu.

* Desde que o "Dunga" apareceu no futebol, o conceito de lançamento mudou por aqui. Atualmente é uma bicuda para onde o nariz está virado, como se um hipopótamo tentasse armar um contra-ataque na savana, sem conseguir, contra a defesa dos rinocerontes que tentam praticar o futebol-arte, dado que não existe mais bobo no futebol, mas sempre levando-se em conta que a camisa dos hipopótamos pesa mais.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Cinco imbecilidades repetidas pelos cínicos blogueiros que recebem da prefeitura de Curitiba

“Não há engov habilitado para desopilar o fígado”: o fígado do Requião, é claro, porque tudo dá errado pra ele. E porque o Beto Richa não precisa de engov, isso nem deve ser levado em consideração. O fígado dele é necessariamente ótimo. Os senadores Osmar e Alvaro Dias só ganham engov quando estão de alguma forma no caminho do Beto ou de seus aliados cheios de boas intenções. E isso só pode ser feito nos comentários, geralmente escritos pelo titular do blog.

“O mundo gira e a lusitana roda”: pra dizer que o Requião está em crise, que o PMDB “nativo” está em crise e que o Doático foi condenado mais uma vez. Por que isso se repete sistematicamente em dois blogs que puxam o saco do “tucanato nativo”? Deve sair tudo do mesmo atoleiro.

“PSDB nativo”: devem ser o tucanos de alguma tribo, com um osso no cabelo e argolas no nariz. Pra quem escreve, normalmente o que interessa é quanto pinga.

“Sorry, periferia”: expressão usada quando a petista Gleisy Hoffmann vai a algum evento ou a algum lugar. Porque ela não deu bola pro resto. É preciso perspicácia para usar e entender essa expressão. O “sorry, periferia” nunca, nunca é usado para Beto Richa e sua esposa. Quando o Beto vai a algum lugar, leva o povo junto com ele. O povo é o Ezequias, a sogra do Ezequias, o assessor fantasma da assembleia, o outro fantasma da assembleia etc. Quem escreve “sorry periferia” no século 21 devia ter os ossos das mãos esmigalhados.

“Isso é política”: Não diga, zé mané. Pensei que fosse xadrez chinês.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quem é Lady Gaga?

Nem me respondam. Ao abrir sites de "notícias", sempre me deparo com essa rapariga. Quem é Lady Gaga? Não sei. Sei apenas que não tem leucemia, que não tem câncer no fígado, que não tem lupus e que, até onde consta, não soltou gases em público nos últimos anos. Quem diabos é Lady Gaga? Alguma nova Madula, como dizia o falecido Alborghetti? Façam-me o favor. Deve ser alguma vagaba inventada pela "indústria fonográfica", que sempre enfia vagabas goela abaixo dos tais "meios de comunicação". Não há outra explicação. Tem um certo site, de um grande jornal brasileiro, que todos os dias dá uma notinha da tal Lady Gaga. A última foi essa do lupus. "Lady Gaga diz que tem lupus, mas não tem sintomas". No outro dia, a "notícia" era sobre o comentário de um médico, segundo o qual "Lady Gaga não tem lupus, já que não tem sintomas". Que merda! Quem, afinal de contas, é Lady Gaga na ordem do dia? Só falta me mandarem abrir o You Tube e procurar "Lady Gaga". Não farei isso. Meu interesse é apenas, como diria, midiático. Na verdade, nem quero saber quem é Lady Gaga.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Motociclista cai. Motorista curitibano faz o quê? Mete a manopla fedorenta na buzina

Domingo passado, por volta das 19 horas, um motociclista caiu perto da faixa de pedestres da esquina da Marechal Deodoro com a Desembargador Westphalen, ao lado daquela bosta que chamam de Praça Zacarias. O sinal estava aberto. Assim que o cara se levantou e começou a erguer a moto, o bugil que vinha atrás tratou de meter a mão fedorenta na buzina. Mais um exemplo da educação do motorista curitibano. Mais um exemplo que o bugil curitibano deu para seus filhos, aqueles ranhentos que estavam com ele e que logo terão seus próprios carros pra fazer cagada em todos os cantos da cidade. No mínimo tinham acabado de sair da igreja, onde passam horas berrando e suando feito porcos, pra fazer essa desfeita no meio da rua. Ou estavam com pressa pra esfregar a bunda no corrimão do shopping. Ou tinham ido visitar a linha verrrrde. É "gente" como essa que escolhe os nossos representantes. É "gente" como essa que fecha os olhos pra toda e qualquer modalidade de roubalheira que se pratica nesse vilarejo. É "gente" como essa que é contra shows na pedreira, que pede câmeras de segurança, que votaria no Mussolini e que chama o cunhado da polícia quando alguém estaciona na vaga que ele herdou por direito divino. Curitiba, lugarejo de idiotas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Direita", ou melhor: vara de porcos

Só existe uma coisa mais fedida que a esquerda, e essa coisa se chama direita. Nesta segunda-feira, as cocotes destras estão virando purpurina para provar que o mal encarnou e estava a bordo da frota atacada pelos humanistas de Israel, aquela democracia que só quer a paz, mas que sempre é covardemente violentada. Veja bem: tudo que Israel faz é bom. Se Israel isolou a Faixa de Gaza, era necessário. Se bombardeou crianças, a culpa foi dos pais das crianças. Agora que atacou navios fora de seus domínios, deve ter sido uma ação justa. Tais maniqueísmos e distorções já mostram o que vale essa vara de porcos direitistas: vale um saco de bosta. Suas opiniões são como o cheiro do esgoto, pare de respirar e prossiga. Sem contar que essas raparigas se pautam apenas pelos loucos amores que têm por escritores cafajestes, filósofos canastrões, barõezinhos que dão ré no quibe, foliculários afrescalhados, blogueiros cheios de vermes etc. Vai que resolvem dar a vida (sic) por eles. Chegam a ser engraçados alguns ditos conservadores: eles querem conservar tudo, como boas dondocas da titia, mas para conservar as próprias pregas eles não servem. Façam um favor para a humanidade: morram!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Alceni, não te esqueci

Está no site Consultor Jurídico: o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou diligências contra o glorioso deputado federal pelo Paraná Alceni Guerra, do DEM. Segundo o site, "Em 1998, a prefeitura de Pato Branco assinou um convênio com o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná para pavimentação de ruas da cidade. O MP acusa o então prefeito de ter superfaturado em 57% o valor previsto inicialmente para a obra." O injustiçado Alceni foi secretário municipal em Curitiba na segunda "gestão" de Beto Richa, quando o então já candidato tucano dedicou seu tempo a: 1) viajar em campanha antecipada pelo interior do estado; 2) viajar para descansar na Europa. Há algum tempo, Alceni foi condenado pelo STF a devolver 600 mil à prefeitura de Pato Branco. Quem quiser que vá lá e vote.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Constatações sobre a capital-cocô, vol. IX

Nos fins de semana, a principal opção cultural do curitibano é visitar as exposições da BIGOLIN Materiais de Construção.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ouvidos inúteis, língua incontrolável

Esse trabalho de observação do homo sapiens é a senda do desgosto. Porque observar seres humanos em suas vidinhas e neuroses diárias é o desgosto supremo, a missão mais funesta que alguém pode abraçar. Só terei a lamentar se a sociedade humana não for à bancarrota em um futuro próximo, pois os limites já me são intoleráveis. Nossa espécie cresce falando, aprende as primeiras palavras com um, dois anos de idade. Para nós, é normal falar. Convencionou-se que uma pessoa fala e a outra ouve, e que assim surge uma interação, uma troca de informações. Na prática, pouca é a comunicação. As pessoas perderam a noção de que falar é se comunicar: elas falam por falar.

Observe o diálogo entre duas pessoas normais: na maioria das vezes uma conta uma história, a outra rebate com outra história. Uma cita um exemplo de sua vida, conta uma experiência sua. A outra finge que ouve enquanto aguarda uma brecha para citar um exemplo de sua vida, para contar uma experiência sua. Diálogos se tornam um amontoado de historinhas, permeadas por impressões de alguém situado em um determinado ponto do tempo e do espaço. A relatividade dessas situações, no entanto, não é percebida pelos interlocutores. Informações, conceitos e opiniões ganham um tom de absoluto – para quem falou, é claro. Juca diz que comprou materiais de construção na loja A, que é a mais barata; Jacó diz que comprou na loja B, que tem mais qualidade. Note que eles não percorreram todas as lojas para fazer tais afirmações; é só a visão a partir de um ponto. Ambos se despedem e vão embora, como se tivessem proferido verdades absolutas; assim que se dão as costas, um esquece a merda despejada pelo outro. Seguem então com suas verdades.

Há outra categoria, a dos que simplesmente não ouvem nada, e isso independe de classe social e grau de instrução. Os mais instruídos são tão abertos, tão descolados, tão inteligentes e cheios de informação, que não conseguem sossegar o rabo e ouvir o que o outro tem a dizer. Aboliram a educação, interrompem os demais, como se todos quiséssemos ouvir um amontoado de conceitos débeis, historinhas furadas, piadas sem graça e vozes de taquara rachada. As pessoas agem como a prima de Boris Kruschenko em "Love and Death", filme de Woody Allen: ele fala que está indo para a guerra e que poderá morrer; ela, de olhos vidrados, responde apenas com perguntas sobre o irmão dele, pelo qual era apaixonada. Um diálogo modelar. O ser humano chegou a um ponto em que seus ouvidos são inúteis, pois ouvem apenas bobagens, a ponto de não apreender nada de útil. Já suas línguas são o chicote de toda e qualquer bolha de bom senso que possa existir em uma sociedade de cérebros de bugil.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Taniguchi é condenado a seis meses de prisão

Por "mau uso do dinheiro público" quando foi prefeito de Curitiba. Leia aqui: "O ex-prefeito foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de autorizar o pagamento de R$ 4,9 milhões em precatórios de desapropriação de imóveis não incluídos no orçamento da prefeitura". A pena não será cumprida, porque está PRESCRITA. O mais legal no currículo desses geniais urbanistas curitibocas é que geralmente eles são condenados, mas dez anos depois. Ser condenado depois de uma década dá um certo charme à trupe, anódina que é por natureza. Ainda mais porque "a pena prescreveu", algo como escreveu, não leu e o pau não comeu. Pois que fique o carimbo! Acho ainda que a lei brasileira devia se basear nos enterros sumerianos, em que a corte ia para a tumba ao lado do rei morto. Junto com o ex-prefeito, o STF devia ter condenado todos os IDIOTAS que votaram nele.

Aprovação recorde

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mônaco depois da corrida

Ah, como é bom passar uma temporada no Principado logo após a prova da fórmula 1. Um clima de calmaria, de circo que já passou. Apenas respirando, caminhando, observando. Agora farei uma caminhada em Larvotto, amanhã vou a Fontvieille. E depois volto para falar mais degradanTEs verdaDEs a respeito DE nossa cidaDE.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Entre asno e asnos, o já eleito e seus eleitores

Peço desde já para não tomar conhecimento de nada que diga respeito à eleição de outubro. Infelizmente, por mais que tentemos passar ao largo dessa pantomima, desse desprezível espetáculo de vergonha, sempre somos atingidos por panfletos, comentários inúteis de cérebros simiescos, adesivos em carros de idiotas e a visão de bandeirinhas agitadas pelo deplorável lumpesinato que invariavelmente fica sem pagamento depois da festa. Não quero conhecer as “melhores propostas” para o nosso estado. Nem se fossem propostas eu estaria interessado. E não são: são apenas mais lorotas criadas por come-dormes com cargo público. E o principal motivo para eu me manter distante dessa campanha nojenta: não quero ver a cara do já eleito, segundo os puxa-sacos, candidato ao governo. Porque o já eleito, segundo os puxa-sacos, é um cabeça-de-vento, um zero à esquerda que se cercou de gente pior do que ele, gente que não vale a sombra que projeta, o feijão que come, a merda que caga todos os dias. E porque o já eleito é um péssimo administrador, um péssimo político, um péssimo orador etc. Só sendo muito, mas muito jumento, pra alguém sair de casa no dia da eleição e votar em outro jumento. Mas, quando se trata do já eleito e seus eleitores, fica difícil saber quem está mais próximo do asno.

Se você não gostou, resta uma opção: tirar as roupas e sair rodopiando, aos berros estridentes, pela Rua 15.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Supermercadistas, vão à bancarrota e depois passem as férias no nono círculo do inferno

Leio nos jornais que os supermercados do Paraná "vão crescer 10% em 2010". É mesmo, vão crescer pra que lado, vão aumentar o estacionamento, o telhado ou a área com alfaces podres? Se depender de mim que afundem, sumam em meio à terra. Já boicoto praticamente todos os supermercados, nos próximos anos pretendo ignorá-los. Que os varejistas afundem abraçados com os atacadistas, junto com clientes e fornecedores, que toda a cadeia vá para o inferno. E vai! E não me venham com essa de que eles geram empregos; proprietários rurais do Império Romano geravam empregos, senhores feudais da Idade Média geravam empregos. Hoje são supermercadistas idiotas e demais fornicários com cérebros de tatu, que usam ternos amassados e sustentam as carreiras de seus pimpolhos iletrados. Novos ricos caipiras que contratam jornalistas bêbados para escrever sobre suas experiências no deserto do Atacama, sobre os fins de semana em que eles pisam de pés descalços na areia. Não respeito o trabalho dessa gente. Respeito o trabalho do Plá, aquele que fica na Rua XV cantando suas composições sem métrica, mas não o trabalho dessa gente. Até um rinoceronte que chegou à terceira série consegue participar de carteizinhos ordinários. Outro papo furado é que essas redes maiores vendem mais barato, caaara. Que se dane. Se for o caso, pago mais no mercadinho do Seu Hugo, aquele que te passou o sabugo. Ou na venda do Seu Juca, aquele te ergueu a peruca. Mané!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os neurônios do Fábio Elias se desconectaram?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Que bom! Agora que temos o prêmio Globe Award Engazopation City, a capital bostológica nunca mais terá cheiro de esgoto

Segurem-se, curitibocas, pois palhaços anunciam nas dez direções da galáxia que a capital modelo do hemisfério "ganhou o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege a cada ano a cidade mais sustentável do mundo". O objetivo do prêmio é "destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades". Claro, claro. A julgar por isso, Curitiba ensinará coisas lindas às demais finalistas, Sydney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia). As dez principais lições que Curitiba tem pra dar em termos de sustentabilidade:

1 - Deixar um aterro sanitário pestilento e com a vida útil vencida (Caximba) funcionando, sem o menor respeito à lei e aos moradores da região;

2 - Deixar que o chorume desse aterro sanitário seja lançado diretamente em um importante rio de abastecimento de toda a região (Rio Iguaçu), e depois vir a público, com a cara-de-pau que é comum nessa cidade, e dizer que está tudo bem;

3 - Abrir uma licitação para definir quem vai gerenciar o lixo nos próximos dez anos e fazer de tudo para que a concorrência seja vencida pelo consórcio de um certo doador de campanha do prefeito, um irresponsável que abandonou o barco pra se candidatar;

4 - Pedir para a população separar o lixo e armar uma maracutaia colossal, em que os materiais recicláveis são vendidos sem que se preste contas do valor arrecadado;

5 - Deixar todos os rios da cidade apodrecerem;

6 - Proibir o cigarro em ambientes fechados, mas deixar que a população respire esgoto e fumaça de caminhões e ônibus "ecológicos" o dia todo no centro da cidade;

7 - Deixar que o esgoto de imóveis e estabelecimentos comerciais siga para as galerias de águas pluviais, de onde seguem diretamente para os rios e provocam um fedor descomunal em toda a cidade;

8 - Permitir que os amiguinhos da prefeitura e os doadores de campanha construam condomínios de luxo em qualquer lugar, mesmo em áreas de preservação ambiental, para que madames e pançudos se deleitem em seus "espaços fitness", "espaços gourmet" e outras imbecilidades dignas de marsupiais;

9 - Permitir que cérebros de minhoca acelerem seus desprezíveis carrinhos de corrida em pleno centro da cidade, jogando fumaça para todos os lados, quando certos debilóides da prefeitura organizam uma ridícula prova de automobilismo;

10 - Permitir que construam um mastodonte escroto e desprezível como certo shopping center ao lado do Parque Barigui, em uma área de manancial.

Diante disso, só há duas possibilidades: ou o prêmio "Globe Award Sustainable City" (???) foi comprado com dinheiro público, ou os jurados são perfeitos idiotas. Alguma instituição séria devia bancar uma estadia desses palermas em Curitiba. Em uma semana sentindo o fedor de esgoto que empesteia a cidade, eles se ajoelhariam no milho e nunca mais participariam de prêmio nenhum. Ou pediriam pra ser jurados da Bem Bolada, que certamente tem mais credibilidade do que essa merda toda.

Quem não gostou que vá inalar bosta no Parque Barigui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Deputados estaduais perderam definitivamente o bonde da história e o senso do ridículo

A melhor história do ano nesse estado, por enquanto, foi essa das roubalheiras descaradas na Assembleia Legislativa do Paraná. Talvez tenha sido a melhor da década, do século, a melhor na história dessa província. Foi no mínimo estranho ver a cara dos deputados nas sessões de terça e quarta-feira, carinhas de moleque que fez cagada na escola, carinhas de coitadinhos enganados, carinhas de arrependimento, carinhas de preocupação. Não adianta virem a público para pedir respeito. Não há lei que me obrigue, em meu íntimo, a respeitá-los. Mesmo porque ninguém é obrigado a ser deputado -- eles são porque querem, porque se candidataram e porque alguém, em um dia muito infeliz, se dispôs a votar neles. Como ninguém vem ao mundo com a obrigação de ser deputado, bem que eles poderiam renunciar a seus mandatos. Os 54 de uma vez. Só assim demonstrariam que ainda têm honra, que um dia tiveram berço. Só assim demonstrariam um pouco de hombridade, poderiam entrar no bonde da história. Só assim poderiam exigir um pouco de respeito, e talvez até ganhassem um pouco do meu respeito. Mas não. Eles não estão nem aí para essas coisas. O Brasil é um lugar tão emporcalhado, com um povo tão vira-lata, que por aqui os políticos pegos com a boca na botija se acham no direito e no dever de ir até o fim, mentindo cada vez mais, esperando que tudo caia no esquecimento. Continuarão lá os altivos parlamentares, em suas cadeiras fedidas, em seus gabinetes nauseabundos, vivendo em um mundo paralelo, alheio a tudo e a todos. A cada dia os deputados estaduais dão claras mostras de que perderam definitivamente a noção do ridículo. Os homens e as mulheres que ocupam as cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná, definitivamente, não merecem o meu respeito.

*****

Vale a pena repetir o que saiu na RPC e na Gazeta do Povo:

Diários avulsos

Laranjas

O todo poderoso

A rede

Altos salários sem trabalhar

Todas as matérias

sexta-feira, 12 de março de 2010

Estou deveras emputecido com o assassinato do Glauco e do filho dele por um pateta qualquer

Um idiota vai lá e acerta quatro tiros no cartunista Glauco, que nunca fez mal a ninguém! O cara não incomodava ninguém, ficava com a família e a comunidade dele lá em uma chácara! Como é que vai ser agora, sem o Geraldão e a Dona Marta! O mundo é tão insuportável, tão pavorosamente chato, que nunca vi alguém se dizer "Jesus Cristo", como o assassino do Glauco e do filho dele, Raoni, para meter bala na cara de político mentiroso e safado. Talvez porque essa corja imunda ande longe de todos, cercada por seguranças. Foda-se, esse gentalha repetidora e produtora de merda nem merece ser citada nesse momento. O mundo é realmente um amontoado de fezes. Vou dormir, pretendo dormir pelos próximos dois dias. Não me acordem!

domingo, 7 de março de 2010

O transplante do pinheiro

(Aos poetas que circulam pelas ruas da capital-cocô)

observo-os daqui e sinto
que nunca chegarei ali
naquele ponto de genialidade extrema
que termina sem ter começado
que termina sempre cagado
no paralelepípedo fedido e molhado
inexpressivo, pestilento e exaltado;
é um tal de polaco pra cá,
polaco pra lá, bigode,
cerveja quente no quintal
e palavras colocadas a esmo,
e eles saem, andam, voltam, vomitam e dormem,
veem o que ninguém viu,
teorizam sobre o bife sujo no palito, as putas,
a casa de madeira na barreirinha, o jardim no pilarzinho,
os livros da biblioteca pública,
as andanças em cafés do teatro
e aqueles dias na universidade fedegal do baganá;
e o que seria sem a riachuelo, os hai-cais da muricy
homens de chapéu na rui barbosa,
pipoca no passeio público, sentimentos de guadalupe,
miçangas da ordem, feirinhas, chuvinhas a mais:
palavras a esmo, defecadas sim.
e eu aqui,
observo-os e sinto
que nunca, nunca
estarei ali
porque é um tal de polaco pra cá,
polaco pra lá
saldanha marinho, bilhar,
fotos em preto e branco, e o bar,
banheira da mara, anarquismo de museu
neoneopitagóricos, sonhos no banco
da praça tiradentes, e um amigo
que certamente já morreu;
invariavelmente bebedeira,
musa de colossal e abismal besteira,
e penso
é tão fácil ser um bêbado,
é tão difícil ser um abstêmio,
e penso, relato
é tão fácil ficar bêbado
e chato

quinta-feira, 4 de março de 2010

Se os circos com animais foram proibidos, por que os rodeios não são proibidos neste fim de mundo?

Porque deputados estaduais inúteis ganham votos nesse tipo de aberração. Porque eles viajam no meio da semana para fins de mundo, cidades com nomes ridículos, onde mandam matar bois e distribuem linguiça de segunda para um populacho totalmente dispensável. Lá eles mentem, puxam sacos, falam merda e tentam garantir alguns votos. Por isso o rodeio é considerado um "esporte" no Paraná, que não verdade não é um estado, mas uma barroca, uma barranca prestes a sumir dentro do rio; uma favela moral e intelectual. Quem consegue se divertir vendo um "rodeio" é alguém que nem apanhar merece: sua pobreza de espírito é tão grande, tão estupenda, tão colossal, que merece nossa compaixão. Merece orações, rezas, benzimentos, meditações, velas, mantras e tudo mais que você possa imaginar. Quando vejo carros com adesivos de "rodeios", tenho vontade de abrir a janela e vomitar. E de me afastar da suposta pessoa o mais rapidamente possível, pois a simples convivência com essa pretensa gente me é insuportável. Quanto aos deputados, não espere deles um projeto para proibir os rodeios. Só os circos com animais podem ser proibidos, rodeios jamais. Porque deputados fedem, são a pior espécie. São o lixo e a lixeira, a merda e a privada, o mau hálito e a flatulência em forma de gente – e muitos deles nem forma humana têm. Valem tanto quanto o saco de fezes que se julga humano e cola um adesivo com a inscrição "Rodeio de Colorado" atrás do carro.

Quem não gostou que amarre o próprio saco, peça para um "peão" montar nas suas costas e passe suas tardes a ouvir a voz de um locutor analfabeto e porcalhão a gritar impropérios enquanto uma turba de mal-lavados mastiga carne podre e sorve cerveja quente. Cambada de FILHOS-DE-PUTAS RAMPEIRAS.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pedreira segue fechada. E o curitibano é um caipira que carrega guarda-chuva em dia de sol

O juiz sei-lá-quem decidiu que a pedreira Paulo Leminski permanecerá no mínimo mais seis meses receber shows. É incrível como uma única pessoa pode decidir isso. Imagino que milhares queiram a volta dos shows, mas uma pessoa pode bater o martelo. Acho que isso se chama democracia. Abrir a pedreira para espetáculos foi uma das únicas ideias decentes que já tiveram nessa cidade; a prova disso foi a lista de artistas internacionais que lá se apresentaram, que não teriam passado por aqui se o espaço não existisse. Mas os caipiras não gostam de ideias decentes, eles gostam é de carregar guarda-chuva em dia de sol. Moradores das redondezas se sentiram incomodados e um promotor sei-lá-quem recorreu à justiça; a proibição veio em 2008. Agora, o juiz sei-lá-quem disse que a pedreira só reabre se fizerem um "laudo pericial que constate os impactos de eventos". Por esse raciocínio, devemos pedir "laudos periciais" sobre o impacto dos jogos de futebol na cidade. Quem mora nas imediações da Baixada ou do Couto Pereira convive com um bando de arruaceiros idiotas, analfabetos e bêbados todos os fins de semana, mas nunca vi pedirem "laudos periciais" para liberarem essas peladas de quinta categoria. Interditaram o Couto Pereira por causa da pouca-vergonha do fim do ano passado, mas não vemos promotores ou juízes exigirem "laudos periciais"; o que vemos é uma campanha de caipiras e ignorantes para liberar o estádio, custe o que custar. Nunca vi pedirem "laudo" sobre o impacto da novena das quartas-feiras no Alto da Glória, que fode todo o trânsito da região. Pra isso não precisa de laudo. E a pedreira, segundo o juiz sei-lá-quem, continuará recebendo "eventos religiosos". Show não pode, o que pode é evento pra meter a mão no bolso dos idiotas e minhoca na cabeça dos imbecis. São as prerrogativas da religião em nossa avançada sociedade do século 21. Enquanto isso, a cidade perde os grandes shows e os jumentos embriagados fazem arruaça e arrastão na saída dos estádios, mas isso não parece suficiente para chamar a tenção dos promotores e do juiz sei-lá-quem.

Sugiro que mudem o nome do local para pedreira Emílio Garrastazu Médici. Tem mais a ver com esse espírito de proibição. E faríamos uma justa homenagem a um homem que seria ídolo dos curitibanos, caso os curitibanos soubessem quem ele foi. Porque Curitiba não é uma cidade. Curitiba é um trauma.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não foi o sol que me deixou assim

Quarenta graus na sua cabeça, o sinal fica vermelho a cada quadra. Você anda um quarteirão e é obrigado a parar. Macacos sem educação buzinam, é a única de forma com que conseguem se expressar na pestilenta vida que levam. Caminhão fedorento, o lumpen enfiando panfletos dentro do carro. Agentes da Diretran esperando que alguém perca a paciência, para multar e arrecadar, para que os patifes que se penduram em órgãos públicos façam suas campanhas cheias de criancinhas brancas. IPVA, licenciamento do veículo, impostos: pra isso. Pra isso. A cada dia me questiono mais sobre as crenças cristãs: quer dizer que, depois de tudo isso, ainda há a possibilidade de um inferno? É isso que estão tentando me dizer? Quer dizer que o inferno ainda vem? Ainda bem que isso é apenas uma crença, não sou obrigado a acreditar. Não há salvação.

Tarde de domingo, entro em uma desprezível panificadora de milionários na avenida sete de setembro. Gente porca de nariz empinado, comprando pãezinhos, “os mais torradinhos” como dizem eles, do alto de sua sabedoria milenar; uma gentalha que compra lixo, que compra presunto, que degusta carne podre. Rameiras vagabundas em seus trajes de verão, advogados velhacos em seus preciosos fins de semana. Uma abelha pousa na minha camiseta, peço para minha esposa apenas assoprar. Que a abelha procure ambientes mais saudáveis do que aquela pocilga. Uma velhota se oferece para tirar a abelha. Bate nela, que cai no chão. A velhota, sem pensar, esmaga a abelha a com o pé. “Eu já fui picada e quase fiquei sem ar”. Ah, é mesmo? E eu com isso? Que bonito. Que gente educada, que gente preparada. Esmagando uma abelha sem pensar. Poderia eu esmagar essa velha porca? Poderia eu esmagar essa vadia que compra quitutes em uma panificadora de filhos-da-puta? Poderia eu esmagar essa pedante, esse pedaço de merda seca que circula pelas ruas sem o mínimo de educação e de bom senso, sem o mínimo de respeito por qualquer ser que vive? Esse autêntico saco de merda líquida, essa eleitora de gente que não sabe nem ler direito? Minha vida é governada por gente como ela. A democracia é a tirania dos idiotas, dos que só pensam no próprio rabo. Dos que dariam ao estado o direito de matar qualquer um, apenas para garantir seus pãezinhos torradinhos num fim de tarde qualquer. É a tirania dos que valem menos que as abelhas que esmagam com seus pés.

Saudades dos gulags.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Comerciantes, ralé da sociedade

Você vai à bodega da esquina e descobre que o “comerciante” resolveu o reajustar o doce, que custava R$ 2, para R$ 2,20. Você está com sede, mas só tem R$ 1 no bolso e o “comerciante” cobra R$ 1,20 por uma água mineral. Pode morrer de sede, ele está mais preocupado com os 20 centavos dele. Quando vejo essas coisas me lembro de Platão: a sociedade deve ser governada pelos sábios, logo abaixo deles vêm os guerreiros. Só depois vêm os comerciantes, essa ralé com alma concupiscente. Na Índia funcionava da mesma forma: os brâmanes ocupavam o alto da pirâmide, seguidos pelos guerreiros, os kshatriyas. O comerciante, aquele que vendia incenso, que ficasse de bico fechado. Hoje, neste mundo de palermas que correm para ver os gols da rodada, todos devem se curvar diante de idiotas que dedicam suas vidas a aumentar o preço do doce em 20 centavos. O comerciante é tudo: só ele tem direitos, só ele trabalha. Seus assuntos são os mais interessantes, ele é o mais preparado. Na antiguidade havia símbolos sagrados; hoje os símbolos são propriedade exclusiva das grandes redes, pocilgas que penduram bolinhas e estrelas coloridas nos corredores com o único objetivo de vender lixo. Na antiguidade havia templos, palácios: hoje os palácios são propriedade dessas mesmas grandes redes. As inovações arquitetônicas são dedicadas à venda de dejetos, produtos descartáveis, lixo em estado bruto. E ninguém se toca disso. As pessoas compram, compram, compram e acham tudo normal. Hoje, qualquer panaca que não faz nada se intitula “empresário”. Qualquer imbecil que nunca abriu um livro e faz picaretagens com carros usados é um “empresário”. E os jacus-de-teta-preta adoram, puxam o saco, chamam de senhor. Sei que isso pode ser difícil para os cérebros de marsupial. Afinal, são eles, os cérebros de marsupial, que costumam se ajoelhar diante dos comerciantes, essa ralé da sociedade, o nível mais baixo a que se pode chegar.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CWBótimo

As coisas às vezes chegam a um ponto em que tudo se funde e vira nada. Se você reunir tudo que existe em um único ponto, não haverá nada fora desse ponto, nada com o qual ele possa ser comparado. E ele se tornará em nada, pois não haverá conceito possível sobre ele. É como ouvir algo semelhante a sou o robin hood da paixão ecoando nas ruas da capital-farol de bananogrado. Pensei sobre isso. Já vi grandes idiotices, aos milhares, mas essa certamente figura entre as dez mais. O bom dessa música é que o cara pode ser qualquer coisa: pode se jogar nesse amor, tornando-se o kamikaze da paixão; pode encarnar o sandinista e virar o guerrilheiro da paixão; pode renuciar ao sexo, o celibatário da paixão; pode vender alfaces e se anunciar o verdureiro da paixão; etc. A culpa não é só de Sidicley & Sidicleyson, dupla que certamente existe e gravou essa música; são só dois idiotas que aprenderam a somar a+b. Nem dos empresários ou produtores deles. A culpa é de quem aceita conviver com esse tipo de coisa. Sou obrigado a dizer que tudo está ótimo, que a percepção de que tudo tende ao nada faz de mim um otimista. O nada! Quando não é possível classificar, separar e julgar, quando não existe sequer a possibilidade de perceber, com qualquer um dos sentidos, tamanha cretinice como essa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Chuva, incompetência e cara-de-pau

Chuva, chuva, alagamentos, engarrafamentos, desmoronamentos, mortos e desabrigados por todo o país. "Em um dia, choveu o previsto para toda a quinzena", dizem os idiotas. Sempre dizem coisas como essas, os idiotas. Se eles dizem, é porque o "previsto" era furado. É papo furado e sempre será. É quase como dizer "vou jogar nesses seis números porque são os que mais saíram na mega-sena". E daí que são os que mais saíram? A probabilidade é sempre a mesma. Portanto, se estão previstos tantos caralhômetros de chuva para quinze dias, e chove esse tanto de caralhômetros em um dia, foda-se; a tentativa de explicação (furada) não resolve nada. O grande problema é: as cidades não resistem a uma chuva? Não falo de um dilúvio, falo de chuva. Não, não resistem. Por quê? Porque os administradores públicos estão preocupados com eleições a cada dois anos. Querem viajar atrás do apoio de bandoleiros, rufiões e outros membros da nata bananeira; pensam em beneficiar seus doadores de campanha, em obras que apareçam aos olhos dos jumentos que formam fila para eleger esses trastes. Também vale liberar construções de comparsas em áreas de proteção ambiental ou que não comportam edificações. Ou fazer vista grossa antes de comparecer à inauguração do empreendimento, como dizem as mulas-sem-cabeça. Depois de tudo isso, "choveu demais". Quando "chove demais" e tudo vai abaixo, os jumentos gritam diante das câmeras, xingam os administradores públicos idiotas que eles mesmos elegeram. Algum tempo depois, marcham rumo à urna eletrônica e votam nos mesmos idiotas. Isso quando não votam em idiotas piores que os primeiros. Porque, em se tratando de Brasil e raça humana, nada é tão ruim que não possa piorar. E bastante!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Gente feia, burra, chata e irrelevante

Hoje dei uma volta no centro da cidade e digo, como já foi dito: é preciso tomar banho de criolina depois dessa experiência assustadora e degradante. Curitiba é um CU do mundo, um fim de mundo. Um fim de tudo, sem esperanças. Barão do Rio Branco, José Loureiro, Marechal Floriano, Terminal Guadalupe: tudo isso devia ser bombardeado em nome da boa convivência, do bom senso. São seres que se arrastam em meio a pensamentos estúpidos; mal-ajambrados, malcriados, mal-educados, mal-tudo que você imaginar, repetidores de imbecilidades ininteligíveis em novilíngua caipira, produção de seus neurônios transformados em coprólitos. Lanchonete de chinês vendendo almoço por quatro reais, quatro e cinquenta "com fritas"; pastelaria decadente escura e engordurada; lojas de eletrodomésticos com televisões berrando música sertaneja; lojas de um-nove-nove com rádio ligado no volume máximo, locutores que despejam fezes com vozes insuportáveis; mocréias digitando celulares, promoção de colchão vagabundo, gordas com sacolas abarrotadas, ônibus travando o caminho, cheiro de esgoto, doentes mentais que pedem cigarro e despejam demência em frases desconexas. Os símios não percebem quase nada do que se passa ao seu redor, vivem em total desatenção. Não param, não observam, têm sempre os miolos abarrotados de merda, cada volta de seus miolos tomada pela merda. Mal e porcamente respiram. Macacos autômatos que tomam fanta laranja quando faz calor. Mortos vivos no ônibus, na fila, na calçada. Gente que paga impostos, que vota, que fala sem parar. Mortos vivos. Fim de mundo. Cu-do-mundo-Curitiba-fedentina. Vida que se arrasta, sem volta.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Jornalismo mauricinho

Mário Bortolotto detona o jornalismo mauricinho: http://atirenodramaturgo.zip.net/
Tem mais é que descer a borracha mesmo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Zilda Arns, que morreu no terremoto do Haiti, era uma das únicas pessoas que faziam alguma coisa de útil em Curitiba e no Brasil. Não tinha ido até lá pra aparecer, ganhar votos, puxar sacos ou sair na foto. Em seu site, a prefeitura de Curitiba preferiu destacar um prêmio fajuto recebido em Washington.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Na quarta série sem saber ler

Está no blog do Zé Beto: a rádio Banda B mostrou hoje a história de um garoto de 9 anos, morador de Curitiba, que está na quarta série e não sabe ler. Imaginem quantos estão na mesma situação. Tudo por um motivo: escolas que aprovam mais ganham mais grana. Quanto mais as escolas estaduais e municipais aprovam, mais recursos o governo estadual e a prefeitura recebem do governo federal. Assim, todos são aprovados. Reprovou? Tá aprovado. Faltou o ano todo? Tá aprovado. Cagou na mesa do professor? Tá aprovado. Jogou a carteira no professor? Tá aprovado. Sim, esse país é lindo. Tem gente que “ama” isso aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sobre aprovações recorde

De um camarada sobre a aprovação estratosférica do prefeito Beto nada-faz Richa em Curitiba: "Uma população de idiotas só pode ter um idiota como ídolo". Acho até que foi educado.