quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um, dois, três... quatro moleques de recados

É o papel de certos foliculários que se encontraram no mundo digital. Na época do papel, alguns deles tinham que bater ponto todo dia, o que é muito chato. É melhor ficar no telefone dando risadinhas. Outros mandavam suas colunas, mas era preciso esperar o dia seguinte. Com os blogs, esta ferrameinta, como dizem os idiotas, tão ágil, como dizem os imbecis, é possível morder em tempo real, sabe como? É uma ferrameinta, assim, livre de amarras, sabe como? O cara dá o desmentido mas não dá a denúncia, publica fofoca mentirosa e não corrige depois, planta bobagens nos comentários, com nome inventado, e fica sempre o dito pelo não dito. Ao longo do dia, qualquer analista com estômago pode descobrir todas as intenções da camarilha que ocupa o poder. É a província dos recadinhos de mau gosto, o nível mais baixo a que se pode chegar: alfinetadas em ocupantes de terceiro escalão, plantação sobre estatais, especulações acerca dos futuros cargos de pançudos do passado, culto às personalidades de bugis e mariposas etc. A única função desses antros é nos mostrar quem está pagando o vinho do titular da pocilga. Em um primeiro momento são risíveis; a seguir, tornam-se desprezíveis aos olhos de alguém com um mínimo de formação e bom senso. Passaram da idade há muito, mas continuam o que sempre foram: são os autênticos piás de bosta, como se diz em Curitiba.